Objetivando o desenvolvimento de um projeto alternativo de geração de renda, o COEP estimulou, em parceria com a Embrapa a revitalização das culturas do algodão e da mamona no nordeste. Esses produtos, que por muito tempo foram bastante importantes para a economia regional, gerando bastante recurso para os agricultores, estavam praticamente extintos da agricultura familiar nordestina. A chegada do COEP nas comunidades está viabilizando a estruturação de verdadeiros pólos regionais de produção.
A revitalização da cotonicultura como um projeto de geração de renda aos agricultores familiares iniciou no ano 2000, no município de Juarez Távora – PB, com a ida do COEP para a região. O projeto consistia em capacitar os agricultores, tornando-os aptos a desenvolverem produtos de boa qualidade e respeitando o meio-ambiente, estimular a adoção de sementes melhores adaptadas ao clima e instalar na comunidade uma mini-usina para o beneficiamento da produção.
O sucesso do projeto permitiu, em 2002, sua replicação para mais sete novas comunidades e em 2005 e 2006 foi possível expandir para mais 12 comunidades, todas no semi-árido nordestino, mais especificamente em cinco estados. Atualmente, está em andamento a criação de seis pólos regionais de produção de algodão.
O processo de revitalização da ricinocultura se iniciou em 2003, no município de Anísio de Abreu – PI, seguindo a mesma metodologia adotada para o projeto do algodão. Os agricultores receberam capacitação para o cultivo da mamona, aprendendo técnicas de manejo de solos, época de plantio, seleção de sementes e outras. Uma máquina batedeira foi instalada na comunidade, viabilizando, dessa forma, o descaroçamento da mamona, que é um trabalho bastante árduo quando feito manualmente.
No final de 2005 ocorreu a replicação do projeto para mais três comunidades em municípios vizinhos, favorecendo a criação de um pólo regional de produção de mamona.